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quinta-feira, 22 de julho de 2010

Deixe o passado para trás (Pastor Sérgio Fernandes)


Filipenses 3:13 - Irmãos, quanto a mim, não julgo que o haja alcançado; mas uma coisa faço, e é que, esquecendo-me das coisas que atrás ficam, e avançando para as que estão diante de mim,

Estava conversando numa noite dessas com minha esposa, lembrando-me um pouco de minha história de vida. Estar aqui escrevendo para vocês é um grande milagre de Deus! Quantas vezes eu falhei com meu Senhor; inúmeras vezes eu tropecei na fé e O entristeci. E hoje, Ele me dá esta graça de lhes transmitir um pouquinho do que tenho recebido dEle.

Diante dessa realidade, quando eu confronto o amor de Deus, que está sempre disposto a me salvar; sua justiça, que me desafia a viver à altura de Sua santidade; e sua graça, que me ampara quando falho, tenho que me render a Ele em adoração! Paulo precisou esquecer-se do que ficou para trás: sua vida no judaísmo, os sofrimentos que envolveram sua dramática conversão e a realidade presente que ele tinha ao escrever esta epístola. Preso em Roma, correndo o risco de martírio, ele nos desafia a esquecer o que ficou para trás!

O que ficou para trás em sua vida? Uma família que nunca te amou? Um casamento fracassado? Uma mentira que lhe envergonhou? Uma calúnia que destruiu seu ministério? Esqueça-se disso! Busque em Deus perdão e restauração e lance o passado onde ele deve realmente estar: NO PASSADO! Há uma vida repleta de alegrias insondáveis diante de você. O passado pode ser negro, mas seu futuro está intocado diante do Pai Celestial, e Ele quer fazer desta nova etapa a melhor da sua vida!

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Cristais de lágrimas...


“Fez-me como uma flecha polida”. (Is 49:12)

Em Pescadero, costa da Califórnia, há uma famosa praia de seixos. A linha de espuma branca, com seu rugido constante, vem e dá sobre as pedrinhas, chocalhando e ressoando! Elas são arrastadas impiedosamente pelas ondas e jogadas para um lado e outro, roladas, atiradas umas contra as outras, e de encontro aos recifes ásperos. E esse atrito dura dia e noite, sem cessar – nunca há uma pausa. E o resultado?
Turistas de todo o mundo afluem para lá, a fim de catar estas pedras lindas e arredondadas. E elas são postas como enfeite sobre escrivaninhas e em beirais de lareiras, em salas de visitas. Mas vá um pouco mais adiante. Contorne aquele recife que é um anteparo contra a força do mar. Ali, naquela enseada quieta, abrigada das tempestades e sempre banhada pelo sol, você encontrará abundância de seixos que nunca foram procurados pelos visitantes.
Por que são deixados ali sem que ninguém os procure? Pela simples razão de que escaparam à fúria e ao atrito das ondas, e a quietude e a calma os deixaram como eram: ásperos, angulosos e despidos de beleza. O polimento vem pela tribulação.
Visto que Deus sabe qual a brecha que vamos ocupar, confiemos nEle para nos preparar para ela. Já que Ele sabe que trabalho iremos fazer, confiemos nEle para nos adestrar convenientemente.

Quase todas as jóias de Deus são cristais de lágrimas.


terça-feira, 6 de julho de 2010

O que fazer?


“Não sabemos nós o que fazer; porém os nossos olhos estão postos em Ti”. (2 Cr 20:12)

Perdeu-se uma vida em Israel porque mãos humanas tocaram a arca de Deus sem permissão. Elas a tocaram com a melhor intenção: para a suster, pois balançara, quando os animais puxavam o carro pelo caminho áspero; mas tocaram a obra de Deus presunçosamente, e caíram paralisadas e sem vida. Muito do nosso êxito na vida de fé está em tirarmos as mãos das coisas.
Se entregamos um assunto inteiramente a Deus, devemos conservar as nossas mãos fora dele. Deus o guardará para nós muito melhor sozinho do que se nós tentássemos ajudá-lO. “Descansa no Senhor e espera nEle, não te irrites por causa do homem que prospera em seu caminho, por causa do que leva a cabo os seus maus desígnios”.
Pode parecer que as coisas vão indo mau, mas Ele sabe disso tão bem quanto nós. No momento certo, Ele se levantará, se realmente estivermos confiados nEle, e deixarmos que Ele opere no Seu tempo e da Sua maneira. Em certas ocasiões não há nada mais apropriado que a inatividade, e nada mais prejudicial que um trabalho incessante, pois Deus já tomou sobre Si a responsabilidade de operar ali a Sua soberana vontade.
É um descanso colocar os emaranhados da vida nas mãos de Deus e deixá-los ali.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Deserto...





“Eu a atrairei e a levarei para o deserto… e lhe darei, dali, as suas vinhas.” (OS 2:14, 15)

Que lugar estranho para se acharem vinhas – o deserto! E será que as riquezas de que uma alma precisa podem ser encontradas no deserto, que é um lugar de solidão, e onde, se perdidos, dificilmente achamos a saída? Parece que sim! E não é só isto, mas o “vale de Acor” (que significa amargura) é chamado, no texto, de “Porta de Esperança.” E ali ela cantará como nos dias da sua mocidade!
Sim, Deus conhece a nossa necessidade desta experiência no deserto. Ele sabe como e quando trazer para fora aquilo que está dentro de nós. A alma era idólatra, rebelde; esqueceu-se de Deus e disse, voluntariosamente: “Irei atrás de meus amantes.” Contudo, ela não os alcançou. E quando já estava desesperada, e sozinha, Deus disse: “Eu a atrairei, e a levarei para o deserto, e lhe falarei ao coração.”
Nós nunca sabemos onde Deus esconde as Suas águas. Vemos uma rocha, e não podemos imaginar que ela abrigue uma fonte. Vemos um lugar pedregoso, e não sabemos que esconde um manancial. Deus me guia a lugares difíceis, e depois eu descubro que entrei na habitação das fontes eternas. (Mananciais no Deserto – Lettie Cowman)