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quarta-feira, 5 de junho de 2013

Última publicação em 29/12/2012



Muito tempo se passou desde a última postagem.

Tanta coisa aconteceu...

Me divorciei com a "nova" lei do divórcio, a EC 66/10. Se estivesse na faculdade certamente minha monografia destacaria a importância desta lei. No meu caso, o meu agressor já estava de malas prontas para fugir da cidade e se refugiar para as bandas de Roraima/Manaus. O Termo Circunstanciado de Ocorrência feito na Delegacia da Mulher no dia seguinte e o Exame de Corpo de Delito foram minha carta de alforria. Liguei para seu melhor amigo na época e ameacei representá-lo caso ele viajasse e me deixasse aqui casada com ele.
Naquele tempo, toda a lei Maria da Penha era Pública Condicionada - a agredida tinha o direito de representar ou não o TCO e muitas deixavam de fazê-lo por ameaças ou mesmo por amor - o que permitia que muitos machões entre quatro paredes ficassem impunes. Hoje, a Lei foi mudada e é Pública Incondicionada (uma grande vitória) e funciona como furto: Assim que a polícia é notificada sobre o crime ela já inicia as investigações e busca o meliante aonde ele estiver. Daí em diante são seguidos todos  os trâmites normais e não tem como o "machão" ficar impune.
Temendo ser preso, tratou de mandar um recadinho via amigo se propondo assinar o divórcio no local e na hora estabelecidos por mim (o jogo começava a virar). E assim, naquele dia de glória e libertação eu vi a mão de Deus me retirando daquele covil intitulado "família".
Eu precisei morar fora por longos 7 meses pois não sabíamos o que movia o meu ex marido. Neste tempo fui acolhida por amigos que me ofereceram emprego e amizade em uma cidade grande, desconhecida e distante. O plano era  não voltar mais mas eu sempre tive uma tendência à depressão e foi ficando cada vez mais complicado e desesperador morar longe de meus pais e de meus animais (filhos). Descobri o que realmente é importante...
Anoiteci e não amanheci naquela cidade...

Hoje, alguns anos depois, posso refletir em alguns pontos e ver que eu NUNCA tive absolutamente nada em comum com aquele homem, com aquele sistema familiar, com aquele povo. Somos, em muitos aspectos, de mundos bem diferentes. JAMAIS me encaixaria ali.

A lição tirada disso tudo?

Aproxime-se dos iguais, procure pessoas de linhagem, caráter e condições semelhantes às suas. Não há fórmula mágica para dar certo com as pessoas mas precisamos QUERER ver o verdadeiro caráter das pessoas. Eu conhecia o caráter do meu ex marido desde antes de namorarmos, quando ainda estudávamos juntos. Costumo dizer que eu vi toda a deformidade de seu caráter, mas ESCOLHI não enxergar nada!

Hoje está tudo melhor do que antes. Sou uma empresária bem sucedida, conhecida no meu ramo, conceituada.

Com todo o contexto que eu vivi no casamento, dificilmente eu teria paz para trabalhar...

O Senhor colocou Sua poderosa mão sobre a minha vida e tem me feito prosperar em todas as áreas que eu posso imaginar!

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